Encontro Latino-Americano de Justiça e Paz com tema: “Misericordiosos em comunidade com os pobres”.

l4De 12 a 17 de Junho de 2017, em Buenos Aires, Argentina, aconteceu o Encontro Latino-Americano de Justiça e Paz com tema: “Misericordiosos em comunidade com os pobres”. Éramos 17 participantes oriundos do Brasil, Uruguai, Equador Venezuela, Argentina e Itália (Cúria Geral).

O Superior Provincial da Argentina, Padre Leonardo Zampa, abriu o encontro dando as boas vindas e frisando sobre a importância do compromisso social dehoniano. Logo após, cada entidade apresentou seus trabalhos sociais. O Padre Luiz Alípio (BRE) fez um resgate histórico das ações socais da Província no passado, depois apontou para novas perspectivas sobre o futuro, e sobre a atualidade, destacou as diversas ações desenvolvidas pelas paróquias da BRE. Logo após essas apresentações, o Dom Virginio Bressanelli (ARG), Bispo da Diocese de Neuquén (Patagônia), expos a seguinte temática “O impacto ecológico-social e econômico das indústrias extrativistas; a água e seu efeito sobre a vida na Patagônia“, baseado na Encíclica do Papa Francisco Laudato Si no cap. IV.

l6No segundo dia do encontro, assistimos a apresentação  do Padre Juan José  Arnáiz Ecker (ESP) sobre “As migrações em relação  com os escritos do Padre Dehon, a atualidade  e a relação com as migrações  com trata de pessoas”. O Padre Ecker, porém, achou melhor fazer um paralelo das migrações nos escritos de Padre Dehon com os escritos do papa Francisco. Quanto a migração, padre Dehon demonstrava uma preocupação quanto ao aspecto religioso. Era necessário que os religiosos acompanhassem os imigrantes incentivando a guardar e zelar pela fé católica. Papa Francisco se mostra mais preocupados quanto ao aspecto humano: moradia, trabalho, lazer, segurança, enfim, o lado da dignidade de todo imigrante. Depois nos dividimos em grupos para responder a essa pergunta: que impacto essa apresentação  trouxe para as nossas entidades?

Pela tarde, a  psicóloga social Martina Maini apresentou a temática da “Mobilidade  humana em situação do tráfico  e exploração“. As 17h30 o Ir. Diego Díaz (ARG) juntamente  com as Irmãs  Oblatass do Santíssimo  Redentor apresentaram o seguinte tema “O tráfico de pessoas e a prostituição”. Eles desenvolvem em Buenos Aires um bonito trabalho social com as mulheres vitimas da prostituição, da violência doméstica e do desemprego. Em seguida, o Bispo Dom Bressanelli apresentou “A pastoral de travestis  e pessoas  trans da Diocese de Neuquén”.

l5No terceiro dia, iniciamos com a apresentação  do Sr. Maximiliano Almiron (Leigo Dehoniano) e Pe. Juan Domingo (ARG) sobre “Trabalho, desemprego,  pobreza e economia justa, social e solidária, relacionadas com a Doutrina Social da Igreja”. Depois em grupo,  fizemos uma reflexão  social e política  nos nossos países.  Pela tarde, as 14h30, visitamos o Museu dos Imigrantes  e também  conhecemos o Centro de Acolhida das Irmãs Oblatas do Santíssimo  Redentor.

No quarto dia do encontro, visitamos a Basílica  de Nossa senhora de Luján, padroeira da Argentina. Na ocasião,  celebramos a Missa de Nossa Senhora  presidida  por Dom Bresanelli, scj. As 17h retomamos nossos estudos com a seguinte  tematica: “Programa de recuperação para os drogados” com padre José Di Paolo. Depois tivemos a exposição  do Padre Attilio Zorzetti (ARG) sobre “Os filhos  da misericórdia “, uma obra social eminentemente dehoniana em General San Martín.

l0E no último dia do Encontro, nos reunimos para responder o questionário sobre a Conferência  Geral SCJ em Manila, Filipinas, no mês de Julho de 2018. Tivemos um imprevisto na programação: na parte da tarde, tínhamos um estudo sobre “O voluntariado  social” com a psicóloga  social Martina Maini, contudo a mesma teve que viajar as pressas para a Itália a fim de resolver questões de passaporte.  Desse modo, tivemos que adiantar  os trabalhos: apreciamos a exposição  do conselheiro geral Padre Stephen Hufftetter e a elaboração  da mensagem final do Encontro Latino-Americanos de Justiça  e Paz para toda a Congregação.

Apontamos seis pontos interessantes:

1) Que a Administração Geral promova, tanto quanto possível, a nível Congregacional, a criação de Comissões de Justiça e Paz em outras áreas geográficas.2) As entidades latino-americanas devem assegurar a presença estável de delegados na Comissão de Justiça e Paz, envolvendo os leigos que colaboram conosco no compromisso social.3) A dimensão social do nosso carisma está presente na formação inicial e contínua, não só no currículo de formação, mas também com experiências de missão concretas e realidades de inserção.4) As entidades da nossa Congregação sejam capacitadas para responder a novos desafios, tais como: o problema da megaminería que polui e destrói, tráfico e trata de pessoas, a atenção a minorias e os sem-teto, a questão dos vícios e voluntariado social.5) Pensar num trabalho social a nível de Congregação, tendo em conta a realidade da migração e vício.6) Usando corretamente os diferentes meios de comunicação social como uma forma de “dar voz aos que não têm voz” e “dar visibilidade para aqueles que não são visíveis” do nosso apostolado social.

L7Às 20h15 celebramos  a Missa  presidida pelo Padre Stephen Huttfetter e em seguida saímos para saborear uma deliciosa pizza.

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