Encontro Internacional da Família Dehoniana

thumbnail_DSC_0707A Família Dehoniana é composta por três “vozes” (expressões vocacionais): religiosos dehonianos, consagradas e leigos.  É considerada uma família carismática no sentido de que todos os seus componentes compartilham o carisma do Padre Dehon.

Vários grupos de coordenamento  (pessoas ligadas a organização da família dehoniana) provenientes dos vários continentes se reuniram ao Grupo de Coordenação Internacional (CGI – grupo, até então,  provisório que esteve encarregado de difundir o iter formativo e preparar o encontro no qual se formalizaria a estrutura de organização da Família Dehoniana) entre os dias 13 a 16 de maio, em Roma, na Casa Geral da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, com o objetivo de dar uma estrutura final as “vozes” da Família (religiosos, consagradas e leigos) a nível: internacional, continental e local (nacional) e as diversas dimensões de como ser Família Dehoniana. Tal encontro teve como tema “SINT UNUM. Spiritualità di comunione: vita e missione”  (Sejam Um. Espiritualidade de comunhão: vida e missão).

Entre outros, foi apresentada reflexão aprofundada sobre o que se entende por carisma dehoniano quando se fala de Família Dehoniana, sendo proposto modelo alternativo e provocativo (gerar reflexão), intitulado “modelo generativo”, no intuito de melhor descrever a relação entre as várias “vozes” até agora identificadas, mas deixando aberto o espaço para a ação do Espírito que sempre dá frutos novos. A imagem para explicar o modelo é aquela de uma ‘espiga de milho’ com raízes fundadas no carisma e tronco que representa o projeto comum de vida e missão, e a espiga carregada de diversos frutos.

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Houve vários trabalhos em grupos, onde se pode trocar a experiência vivida até aqui sobre a Família Dehoniana  e expressando as expectativas de futuro. Percebeu-se uma variedade de contribuições das diversas “vozes”, expondo aspectos positivos (senso de identidade e pertença, a inspiração a ser testemunho, e o envolvimento no apostolado e missão) e identificando as várias dificuldades a serem enfrentadas (entre outras, melhorar a comunicação – falta de uma adequada e sistemática comunicação). Os desafios geraram diversas propostas, entre as quais foram selecionadas as seguintes:

  1. Manter o Grupo de Coordenação Internacional (GCI) na estrutura atual (1 representante dos religiosos, 1 representante das consagradas e 2 representantes dos leigos), mas com uma melhore especificação das atribuições;
  2. Escolher um ‘secretário executivo’ para suporte ao GCI;
  3. Reforçar as relações ao interno e entre as diversas ‘vozes’;
  4. Encorajar os leigos a desenvolverem um maior senso de autonomia e superar a dependência excessiva em relação aos religiosos (formação de lideranças leigas);
  5. Formação: formular uma formação comum como Família Dehoniana, propondo projeto comum;
  6. Estabelecer meios de comunicação para a troca de informações, a comunicação interna das várias ‘vozes’ e para partilhar o material de formação.
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José Paulo, Leigo Dehoniano da Província Brasil Recife

A assembleia se debruçou sobre o desafio de estabelecer a estrutura do CGI (4 membros, conforme descrito acima, com mandato de 3 anos, podendo haver recondução por mais 3 anos), com o suporte de um secretário geral. Sendo que também foram levantadas competências tanto para o GCI como para o secretário executivo, sendo que a assembleia delegou ao GCI a sistematização das propostas apresentadas. Destaque-se que dentre as competências do GCI estão: cuidar da formação dos leigos dehonianos, com iter formativo e outras propostas e materiais (novo material formativo); ajudar na definição de uma modalidade de pertença a Família Dehoniana [continuar os estudos a este respeito: tipo de associação (?), estatuto (?), diretório (?) – enfim, sob que modalidade a Família Dehoniana irá se organizar(?)]; levantar os diversos grupos pertencentes a Família Dehoniana; pesquisar uma identidade visual para a Família Dehoniana (logotipo); estimular a Família Dehoniana , através de projetos, encontros, atividades pastorais/sociais já existentes ou lançar novas; etc. Percebeu-se que após a sistematização das competências, o GCI deverá elencar prioridades dentre aquele rol estabelecido pela assembleia.   Também houve consenso sobre a necessidade de um ‘fundo de participação mútua’ (fundo comum), sendo que a assembleia delegou ao GCI a formatação do mesmo.

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Como resultado de todos os trabalhos, além do senso de corresponsabilidade, se compreendeu a importância e o valor de haver uma coordenação entre os níveis internacional, continental e nacional.  A consolidação da estrutura e a comunicação entre os vários níveis trará maior eficácia a escolha de um secretário executivo. A assembleia, além do mais, compreende que a vida ocorre no nível local, e que os conteúdos e a estrutura devem fomentar a participação nas bases; sente-se, por isso, estimulada a colocar em prática as diversas sugestões e propostas – a partir de renovado empenho a viver e trabalhar como uma família: a Família Dehoniana.

Enfim, após 16 anos de caminhada, precisamos dar forma/organização ao que somos, enquanto Família carismática, dentro da comunidade eclesial. Muito foi realizado, destaque-se, por exemplo, o iter formativo (formação continuada e aprofundada, num período de 4 anos), que nos ajuda a compreender o que é ser Famíia Dehoniana, qual carisma compartilhamos, como é a expressão de nossa espiritualidade, o empenho social ao qual somos convocados, etc. Mas há muito por fazer ainda, não há receita pronta. E, sobretudo, que esta espiritualidade de comunhão se traduza na vida e na missão lá nos grupos locais, concretamente.

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Neste encontro foi escolhido o novo Grupo de Coordenação Internacional (GCI), a partir das indicações que os grupos lá presentes fizeram (os grupos se reuniram e indicaram nomes que os representasse), ou seja, os religiosos indicaram seu representante religioso, as consagradas, uma representante consagrada; os leigos, dois representantes leigos; os indicados foram apresentados a assembleia que por meio de aclamação os confirmou. Ficando assim constituída a comissão para o próximo triênio, podendo ser reconduzida por igual período: a) Pe Bruno Pilati, representando os religiosos (ele atua na Itália); b) Silvia Bertozzi (atua na Finlândia – representando consagradas); c) Rosalie Grace Escobia (atua nas Filipinas – representando leigos dehonianos); e d) Vicente Bruno Cavalcanti de Oliveira (atua no Brasil – representando leigos dehonianos).

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