BRE: Província Brasil Recife tem novo Superior Provincial

posse 1Tomou posse hoje Às 11h30, na Capela do Provincialado, da Província Brasil Recife – BRE, como  o novo Superior Provincial, o Pe. Carlos Alberto da Costa Silva SCJ, e seu conselho  formado pelos Padres: Alexsandro Fernandes SCJ, Andre Vital SCJ, Josemar Lima SCJ, Pedro Moura SCJ. Na ocasião, também foi nomeado como novo ecônomo, o Pe. Carlos Fred SCJ. A Celebração eucarística foi presidida pelo Então Superior Provincial, Pe. Carlos Alberto SCJ, e contou com a participação do Coral do Centro Vocacional SCJ-Norte, formado por seminaristas e postulantes, como também com vários confrades vindos dos Estados do CE, RN, PE e PB. Por se tratar de mais um triênio, o Padre João Meijners SCJ, um dos membros mais antigos da Província BRE, que recentemente completou 50 anos de sacerdócio, foi quem deu posse ao padre Carlos Alberto da Costa Silva SCJ, como Superior Provincial por mais 3 anos.

assembleia

Assembleia da Entidade Civil SCJ- Norte. Que aconteceu horas antes da posse, do novo governo Provincial.

A Província Brasil Recife – BRE, muito se alegra pelo Novo Governo Provincial. Será um novo tempo! Tempo este marcado pelo serviço ao povo de Deus e, pelo ardor missionário. Por isso, todos são chamados a colaborar com a nossa Província.  A celebração de posse foi mais reservada, em virtude da Festa do Sagrado Coração de Jesus, em que tradicionalmente se festeja com a presença de todos os amigos, benfeitores, confrades,  religiosos e religiosas, seminaristas e ex-seminaristas, e, como também diversos paroquianos nossos.

posse 21

Pe. Carlos Fred SCJ, Alexsandro Fernandes SCJ, Pe. Carlos Alberto SCJ, Pe. Josemar Lima SCJ, Pe. André Vital SCJ e Pe. Pedro Moura SCJ.

A equipe de Comunicação da BRE reservou para todos vocês que sempre acessam e interagem conosco, por meio deste veículo  de comunicação, uma entrevista toda especial com o Padre Carlos Alberto da Costa Silva SCJ, Superior Provincial da BRE.

Pe. Carlos, fale um pouco para nós sobre a sua história de vida e o seu caminho vocacional. Diga para nós “quem é Pe. Carlos Alberto da Costa Silva”. Como tem sido vida na Congregação SCJ? Quais funções e serviços que o Senhor já desempenhou e desempenha em nível provincial e interprovincial? 

Eu sou Carlos Alberto da Costa Silva, nascido aos 21 de outubro de 1946 no Recife, fiz meus primeiros votos na Congregação aos 2 de fevereiro de 1965 e fui ordenado em 1 de agosto de 1971. Depois de meu curso de Filosofia no Seminário Regional do Nordeste, em Camaragibe, trabalhei 9 meses na Escola Vocacional SCJ em, Paudalho, PE, onde era frater estagiário e trabalhei como professor. Então fui enviado para Roma onde estudei Teologia na Universidade Gregoriana depois Exegese Bíblica no Instituto Bíblico de Jerusalém e Roma.

Voltando ao Nordeste, passei alguns meses na Paróquia de Pio X, em Camaragibe, depois fui nomeado como Vigário Paroquial do Carlito Pamplona, Fortaleza, CE e logo em seguida Reitor da Centro Vocacional que funcionava na Escola Apostólica N. Sra. De Fátima, por lá fiquei 3 anos. Fui transferido para Paulista, onde por 5 anos fui Superior do Centro Vocacional SCJ-Norte. Voltei a Fortaleza como Diretor da Escola Apostólica N. Sra. De Fátima por 2 anos. Então fui eleito Provincial e por 6 anos vivi no Provincialado na Várzea. Terminado esse período passei 3 anos no Centro Vocacional SCJ-Norte, em Paulista, como Superior. Voltei a ser Provincial por 1 ano e meio, quando fui nomeado e depois eleito Conselheiro Geral da Congregação, por 8 anos residi em Roma. Voltando ao Brasil, fui trabalhar em João Pessoa como Superior do Seminário SCJ, por 6 anos. Depois passei 3 anos na Paróquia da Virgem Mãe dos Pobres e reeleito Provincial voltei Ao Recife até o dia de hoje.

Eu sou filho de uma família muito católica, meu pai era um dos esteios da Paróquia de Paulista nos anos 50. Cresci dentro do Apostolado da Oração, Fui coroinha. Nesse ambiente surgiu a vocação. Fui ao seminário com 10 anos, evidentemente, não tinha claro a vocação. Mas quando fiz votos aos 18 anos sabia o que buscava. Vivi momento difíceis na Igreja Católica e na Província após o Vaticano II. Muita gente saia e a mim foram feitos convites para deixar a Congregação e mesmo a Igreja. Mas confesso que só tive crises passageiras, que com oração minha e dos outros por mim e o acompanhamento devido, consegui superar. Confesso que minhas tentações de desânimo maiores foram em certos momentos no exercício do cargo de Superior Maior.

Qual é o sentido do serviço da autoridade desempenha por um Superior Provincial a partir das nossas Constituições?

Ser Superior Maior ou qualquer outro superior, se não for na perspectiva do serviço perde sentido. Se você assume, simplesmente por vaidade ou carreirismo não vai longe. Sua vida num determinado momento torna-se um inferno. No momento da dificuldade e da dor, a vaidade e o desejo de poder não lhe dão força para ir adiante. Só a fé, faz você seguir adiante. O lado prazeroso que possa ter um cargo de superior, passa rápido. São momentos. O mais é trabalho duro. Exigências a serem cumpridas e tarefas a serem desempenhadas, com gosto e sem gosto.

Quais os desafios e as esperanças da nossa Província BRE e qual seria o papel do Provincial diante dessa realidade?

Uma vez ouvi de um ex-provincial que o tempo dele como Provincial tinha sido o tempo mais perdido e inútil. Depois de algumas experiências neste cargo não penso assim. Nem todos concordam conosco, nem todos veem nosso trabalho como bom, mas tenho consciência de ter sido um instrumento em favor da Congregação. Nosso trabalho, às vezes é escondido, discreto, mas pode ser efetivo. Estar aberto a dialogar com todos, mesmo os que não pensam como nós ou não concordam com nossas opções, ou tem mágoas do passado. Quando fui Provincial pela primeira vez, li a seguinte frase: “Não há uma fórmula para o sucesso, mas há uma para o fracasso, querer agradar a todo mundo”.

Os desafios são muitos: pequeno número de religiosos, mas então se faz o que se pode; dificuldade em viver “o núcleo identitário da vida religiosa”, procura-se através da formação reavivar a vida consagrada, refundar nossas convicções e motivar a reflexão, que o Papa Francisco apresenta de forma tão clara sobre a VRC. No fundo, no fundo é preciso uma conversão pessoal, sem ela o resto é o resto. Ai chegamos ao campo da vocação pessoal, da convicção pessoal onde normas e decretos não produzem efeito, se não forem acolhidos na fé. Nossas Constituições, Regra de Vida, Diretórios já dizem tudo que precisamos fazer. A questão é internalizar o significado de todas essas normas. É questão de fé e consciência de consagrado.

Mas eu sou otimista. Somos um grupo bem balanceado quanto a idade; somos capazes de discutir sobre princípios e valores; somos capazes de estar juntos, apesar de nossas diferenças; nossos problemas de relacionamento não nos impedem de trabalharmos e buscarmos o melhor serviço ao povo de Deus. Não vejo na Província grandes problemas quanto à obediência. Quanto à pobreza temos vários deslizes, mas que sempre poderão ser sanados, basta ver o que nos dizem as Constituições sobre o que podemos ter e do uso dos bens que o Senhor colocou em nosso caminho. Quanto à castidade, entramos no foro íntimo, e quem sou eu para poder julgar alguém. O que não significa dizer que tudo está bem. Esperança tenho e muita, por isso aceitei continuar neste serviço.

Qual mensagem o senhor deixaria para os amigos, benfeitores, formandos e confrades da nossa Província?

Aos amigos, peço que continuem a nos querer bem e a nos amar. Aos benfeitores, continuem a nos ajudar porque não trairemos a confiança depositada em nós e seremos sérios no uso dos bens que nos são dados. Aos formandos, que vale a pena ser religioso da Congregação do Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus no Nordeste do Brasil, O sonho de Pe. Dehon é maior do que todas as fraquezas de seus filhos, e nosso modelo será sempre o Cristo, Pe. Dehon é apenas um mediador excelente e iluminado. Aos confrades, digo, vamos adiante, a messe é grande, o trabalho é ingente, mas o amor do Coração de Jesus é maior que nossas fraquezas e limites.

O amigo.

Provincial1

Pe. Carlos Alberto da costa Silva SCJ Superior Provincial

Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s