Ressurreição: luz, fé e vivência

Estamos celebrando o grande tempo litúrgico denominado Tempo Pascal. É a vivência da alegria do Senhor Ressuscitado que venceu a morte e vive para sempre. Ao falar da Ressurreição do Senhor, abordarei três pontos interessantes: Jesus é o nosso Salvador, a fé na Ressurreição e a nossa conduta, como cristãos, que revela ao mundo o Cristo Ressuscitado.

            Nós conhecemos, confessamos e professamos essa expressão: Jesus é o nosso Salvador. A salvação se dá a partir do evento da Encarnação. Deus se torna humano para nos salvar por amor a humanidade (cf. Jo 1, 14). Contudo, na trajetória de sua vida, Jesus se depara com a cruz. A cruz é a grande prova de amor. Ela não deve ser vista com olhos de dor, de pena, de sofrimento. Para nós cristãos, a cruz é símbolo de vitória e também nosso símbolo. Onde há uma cruz, aí existe um cristão. Só que Jesus não ficou na cruz, não permaneceu no sepulcro. Ele ressuscitou, venceu a morte, abriu-nos a porta do paraíso para a plenitude da vida eterna com Deus. De maneira poética, podemos dizer que o amor venceu a morte. Assim, podemos afirmar sem sobras de dúvida, que Jesus é nosso Salvador. Ele se encarnou, viveu entre os homens, morreu na cruz, ressuscitou e subiu aos céus.

            O segundo ponto é a fé na Ressurreição. Para sabermos se o cristão é autêntico deve-se perguntar: você é cristão só porque acredita em milagres? Se a resposta for sim, este precisa aprofundar mais a sua fé. O verdadeiro cristão é aquele que acredita no maior milagre: o da Ressurreição de Jesus. A Ressurreição é uma questão de fé. A fé não nasce dos sentidos, mas da profunda experiência do encontro com Jesus Cristo. Empiricamente, a Sagrada Escritura fala do túmulo vazio (cf. Jo 20, 6-7) e que Jesus apareceu às multidões. Para nós cristãos, o maior mérito não é se prender às provas, mas crer sem ter visto. É simplesmente questão de fé, de um encontro com o Senhor Ressuscitado que fazemos, principalmente, durante as nossas orações

            E, por fim, a nossa conduta revela o Cristo Ressuscitado quando temos a coragem de perdoar nosso inimigo (Mt 4,44), quando denunciamos algum sistema opressor (Lc 4, 18), quando alimentamos o faminto (Mt 25, 35), quando temos a coragem de nos entregarmos à vida religiosa e sacerdotal e quando falamos do Cristo para as pessoas sejam em quaisquer situações. Enfim, a Ressurreição de Jesus tira todo o nosso medo, nossa timidez, nos impelindo para anunciá-lo (2Cor 5, 14).

Fr. Luiz Alípio, SCJ

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